As seleções, Parte IV

3 jul

As seleções, Parte IV

No último post da série, falamos sobre a grande seleção de 70 que conquistou o inédito tricampeonato mundial de futebol. Aquela copa além de colocar o Brasil em uma posição de destaque entre as demais, marcou o fim de uma era, foi a ultima copa de Pelé.

A partir dali a seleção brasileira continuou montando times muito talentosos e sempre era vista como uma das favoritas a conquista do caneco, um grande exemplo foi a seleção de 1982, certamente quem viveu essa época ainda hoje custa a acreditar que aquela seleção extremamente ofensiva e técnica que era comandada por Telê Santana, cultuado como um dos grandes gênios do futebol moderno, não conquistou a copa daquele ano.

Talvez a pergunta mais latente na cabeça de todos os amantes da seleção durante a fila na qual o Brasil permaneceu era: “O que nos falta?”.

Fotos, lindas, de battibugli.

24 anos depois da conquista de 1970 chegou a grandiosa copa do mundo sediada nos EUA, e o Brasil apesar de ter sofrido terrivelmente nas eliminatórias chegava a mais uma disputa. O time comandado por parreira era muito questionado pela imprensa e pelos jogadores em geral. Muitos afirmavam que o futebol daquela seleção era muito pragmático, retranqueira, definitivamente não agradava os fãs do futebol ofensivo.

No decorrer dos anos em que o Brasil ficou sem ganhar uma copa evidentemente que o futebol mudou, havia uma necessidade de mudança na forma de jogar e aquela forma dura e diferente da seleção de 94 jogar talvez fosse o que nos faltava. Induvidavelmente afirmar isso nos dias de hoje depois dos fatos serem consumados é bastante cômodo e fácil.

A resposta a tudo viria na copa. O Brasil caiu em um grupo com Suécia, Rússia e Camarões. Na estréia contra a Rússia a seleção apresentou um futebol seguro, firme e efetivo vencendo por 2 a 0. No segundo 3 a 0 em camarões e no terceiro jogo um 1 a 1 contra a Suécia em um jogo de classificados.

Mas do que uma boa primeira fase o Brasil impressionou a todos com o seu futebol objetivo, além disso uma dupla mostrou muito entrosamento e encheu os brasileiros de esperança, eram eles Romário e Bebeto. Reza a lenda que Romário se negou a sentar com Bebeto no avião. Visivelmente aquilo tinha sido superado e Romário graças a assistências de seu parceiro havia marcado gols em todas as partidas da primeira fase.

Nas oitavas o Brasil jogaria com a confiante seleção anfitriã, e para completar o simbolismo em torno da partida para os americanos, o jogo seria 4 de julho, a data mais importante dos EUA, onde comemoram a sua independência.

Foi um jogo duro e difícil para o Brasil, havia muito empenho e retranca da seleção americana, entretanto Bebeto aos 28 do segundo tempo marca um belo gol, que seria o único da partida e dá vitória Brasileira, na comemoração Bebeto fez um gesto que ficaria eternizado, em menção ao seu filho recém nascido, melamos assim o 4 de julho dos americanos.

Nas quartas de finais encaramos a poderosa Holanda, a seleção brasileira abriu uma vantagem de 2 a 0 sobre os holandeses, que comandados pelo Craque do time e um dos maiores do mundial Bergkamp. Aos 36 do segundo tempo outro lance antológico entrou para a história, a falta cobrada por Branco, o que chamou a atenção de todos além do poderoso chute, foi a desviada que Romário deu dá bola dentro da área, aquilo certamente contribuiu para o gol.

Na semifinal contra a Suécia um festival de gols perdidos pelo Brasil foi o ponto marcante do jogo, o zagueiro sueco em um lance tirou uma bola de Romário praticamente de cima da linha, a supremacia da seleção Brasileira na partida era muito nítida e só faltava o gol, que aconteceu na cabeçada de Romário dentro da área, do alto de seus 1,68m o Baixinho que possuía uma grande impulsão (provavelmente pelo Futevôlei) cabeceou sozinho, levando a seleção para a grande final contra a Itália do melhor do então melhor do mundo Roberto Baggio.

Foi um jogo tenso do inicio ao fim, as duas seleções criaram oportunidades de gol, com direito a bola na trave da Itália e beijo de “agradecimento” na mesma dado pelo goleiro Pagliuca.

O jogo então foi para os pênaltis, onde o craque da época, o cara em que os italianos apostavam Roberto Baggio, perdeu e consagrou o Brasil tetracampeão do mundo, o resto é história.

Depois de 24 anos, finalmente foi encontrado o que faltava em uma seleção brasileira na copa do mundo, podemos falar de garra, de competência da nossa defesa que era uma das melhores da história, podemos falar de Romário e de muitos outros fatores, na verdade quando é para ser realmente não tem jeito.

Assim o Brasil retomou o seu posto (nunca perdido) de pais do futebol.

Nesse vídeo é possível acompanhar todos os gols e principais lances da conquista, aproveitem.

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