As seleções, Parte II
23 mai
Aproveitando essa época em que a copa do mundo está cada vez mais próxima e que não se fala de outra coisa além da escalação duvidosa, aliás, escalação desastrosa feita pelo Dunga, só nos resta torcer para que esse time duvidoso ai cale a boca de muita gente e relembrar a época em que os melhores jogadores eram escalados para o mundial. Hoje falaremos sobre o segundo titulo mundial conquistado pela seleção brasileira.
Depois das duas ultimas copas serem realizadas no continente europeu (54 Suíça e 58 Suécia) era necessária uma alternância de continentes, a FIFA decidiu que a copa seria realizada na América latina, entretanto só haviam dois países candidatos a sede, a Argentina e o Chile, que era considerado sem condições para realizar o evento. Após votação houve a confirmação, a copa do mundo de 1962 seria mesmo realizada Chile.

A organização chilena se mostrou bastante competente e em 1960 estava no prazo com as obras, mas nesse mesmo ano, aquele país sofreu o maior terremoto da história moderna, desabrigando milhares e colocando em dúvida a realização do evento. Felizmente através da superação o Chile conseguiu segurar a onda e realizou o evento com sucesso.
Em 1962 a mentalidade da cúpula da seleção brasileira era de manter os mesmos padrões que ajudaram o Brasil a conquistar o primeiro titulo a quatro anos atrás, foram mantidos as mesmas técnicas de tratamento dos jogadores, a mesma filosofia, que até antes da seleção conquistar a copa de 58 era taxada de “coisa de bichas”.
Tínhamos o elenco praticamente igual ao de 58 entretanto mais velho também, boa parte dos jogadores tinham acima de 30 anos, Nilton santos por exemplo tinha 37 anos na época, o brilhante Djalma Santos tinha 33, a média de idade era de 27 anos.
Mas as atenções do mundo e as esperanças brasileiras eram todas voltadas para o jovem Pelé, que após a conquista de 58 continuou encantando o mundo pelo Santos e pela própria seleção. No segundo jogo o astro Pelé se lesionou e ficou de fora de todo o resto da copa.

Com a ausência de Pelé, um outro gênio de pernas tortas chamou toda a responsabilidade para si, seu nome era Garrincha. Pode se dizer que garrincha fez de tudo naquela copa, gol de falta, de cabeça, cruzou bolas, foi expulso nas semi e mesmo assim jogou a final, além de ter sido um dos artilheiros do mundial. Foi um verdadeiro maestro da conquista da copa, suprindo assim a ausência de Pelé com muito estilo.
A primeira partida foi contra o México, ganhamos de 2 a 0 nesse jogo foi feito o único gol de Pelé nesse mundial. A segunda partida contra a violenta Tchecoslováquia ficamos em um 0 a 0 e perdemos Pelé, no terceiro jogo da primeira fase Amarildo substituiu Pelé e fez dois gols na vitória de 2 a 1 sobre a Espanha. Já nas quartas de final contra a Inglaterra a genialidade de Garrincha voltou a aparecer, ele marcou dois gols na vitória de 3 a 1 do Brasil, além de ter feito uma de suas partidas mais inspiradas. No jogo seguinte o Brasil enfrentaria os donos da casa, o Chile com o apoio de sua torcida estava extremamente confiante na vitória, mas as esperanças acabaram nas pernas tortas de Garrincha que simplesmente arrebentou que como de costume arrebentou com a partida marcou dois gols na vitória de 4 a 2 sobre os anfitriões.

Pela terceira vez na história o Brasil estava em uma final de copa do mundo, dessa vez graça ao futebol quase mágico de Garrincha, que havia sido expulso no jogo contra o Chile mas foi absolvido e jogaria a partida final contra a Tchecoslováquia. A final foi extremamente dura porém muito técnica. A Tchecoslováquia saiu na frente marcando aos 17 minutos, dois minutos depois Amarildo o substituto de Pelé, marcou o gol de empate. No segundo tempo o mesmo Amarildo fez grande jogada, levantou a bola na cabeça de Zito que virou o jogo, o terceiro gol saiu depois de uma bobeada do goleiro adversário. Garrincha não marcou nenhum gol nessa partida e apesar de ter jogado com 39° de febre fez uma partida excelente.
E assim a seleção brasileira conquistou o segundo titulo mundial da sua história, se igualando ao Uruguai e à Itália em numero de títulos. Devemos essa conquista em boa parte ao grande “Anjo das pernas tortas” citado tantas vezes nesse artigo. Apesar de um grande farrista e mulherengo nos prova que o que realmente importa em um jogador de futebol é o seu talento dentro de campo, independentemente se o jogador é jovem de mais ou curte uma gandaia, o talento sempre prevalece.
Aqui estão alguns lances e gols marcados pelo Brasil de Garrincha na copa do mundo de 1962


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Finalmente publicaram a segunda parte… rsrs
E eu que disse que não ia comentar mais… vi sua resposta, Wagner, no post I, eu estava brincando com vocês!
Falar de 62 e não lembrar do grande Garrincha seria um sacrilégio! Ele foi o ‘cara’ do segundo título do Brasil!
Achei esta parte do texto perfeita “nos prova que o que realmente importa em um jogador de futebol é o seu talento dentro de campo”.
ps. Não demorem a falar de 70, 94 e 2002, a Copa está chegando!