As seleções, Parte I
28 abr
Ah! O futebol, quem não aprecia ficar largadão no sofá em um dia de domingo tomando aquela cerveja trazida pela patroa? Acompanhar as emoções do futebol para nós Machos brasileiros é como se fosse um ritual sagrado. Poucas coisas se comparam com a emoção de zoar os amigos de escola/trabalho na segunda feira, depois do seu time ter dado um coro no arque rival.
De quatro em quatro anos deixamos nossas diferenças futebolísticas de lado durante um mês e todos nos unimos em torcida para nossa seleção brasileira na copa do mundo. Seleção que tanto nos dá orgulho, ganhando 5 mundiais, mas que as vezes nos faz sofrer tanto quanto ou até mais que os nossos clubes do coração.
Pois bem, nós do Old School prezamos a história e os bons acontecimentos do mundo e não poderíamos deixar de lado a história das nossas seleções campeãs. Ao longo desse período em que só se falará em copa e seleção brasileira, vamos postar aqui alguns artigos sobre todas as seleções do Brasil campeãs do mundo, começando agora sobre a de 1958 até a de 2006.
A seleção de 58
Em 58 podemos dizer que a copa foi marcada pela classificação das principais seleções do mundo, todas as potencias conseguiram o direito de participar da copa. As grandes favoritas eram Inglaterra, França, Tchecoslováquia, Suécia (anfitriã) e a então campeã Alemanha Ocidental.
O Brasil era visto com grande desconfiança pela imprensa da época, mesmo depois de ter chegado perto da conquista em duas oportunidades anteriores – em 1938 ficamos em terceiro e o vice em 1950. Talvez essa desconfiança toda fosse resultado da fraca campanha de 1954, onde paramos nas quartas de finais diante da Hungria.
O Brasil desde 1938 sempre possuiu bons times, muito competitivos e técnicos que já encantavam os torcedores por onde passavam. Entretanto algo parecia estar enraizado na cabeça dos jogadores, algo que não deixava a vitória acontecer. Ninguém definiu melhor esse sentimento do que Nelson Rodrigues:
Por “complexo de vira-lata” entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo
Para curar de vez esse complexo de vira-lata, João Havelange o então presidente da antiga CBD resolveu contratar um psicólogo para avaliar o grupo. Dizia-se que apenas quem estivesse totalmente livre do tal complexo jogaria, e quem não passasse nos testes estaria cortado da seleção. Felizmente isso não foi levado tão a sério, pois, acreditem, segundo o psicólogo Garrincha e Pelé não poderiam ir a copa. Garrincha por simplesmente ficar contando suas aventuras sexuais no psicotécnico e Pelé por ser jovem demais.
O fato principal de tudo isso é que nessa época houve uma profissionalização da seleção brasileira. Os jogadores tinham a sua disposição diversos serviços que até então pareciam absurdos para jogadores de futebol, como por exemplo pedólogo e etc.
Chegaram a chamar essa seleção de “seleção de bichas”, imaginem só se vissem o tratamento que os jogadores de futebol de hoje recebem, bom isso não vem ao caso.
O Brasil naquele ano, caiu no grupo 4 que tinha União Soviética, Inglaterra, e Áustria. No primeiro jogo fizemos 3 a 0 na Áustria, com dois gols de Mazzola e um de Nílton Santos. Na segunda partida um 0 a 0 com a temida Inglaterra e por fim 2 a 0 na União soviética com dois de Vavá. A Classificação brasileira foi tranquila se considerarmos que não sofremos nenhum gol. Direto para as quartas de finais o Brasil enfrentou o Pais de Gales, esse jogo ficou marcado pelo primeiro gol marcado por Pelé em copas, vencia por 1 a 0 o Brasil avançando assim para as semi finais.
Diante da frança a Seleção Brasileira fez incríveis 5 a 2, com 3 gols do então menino Pelé, que já se mostrava um grande gênio ao lado de Garrincha. Os outros gols foram marcados por Vavá e Didi.
Pela segunda vez na história o Brasil chegava em uma final de copa do mundo, dessa vez com o jovem fenômeno Pelé e com a responsabilidade de vencer a anfitriã Suécia e o complexo de vira lata. Um jogo de começo nervoso onde o Brasil começou aparentemente nervoso tomando o primeiro gol, a partir daí a seleção parece ter acordado fazendo 5 a 2 na adversária com direito a um Gol espetacular de Pelé, ele chapelou o zagueiro e bateu pro gol sem deixar a bola cair.
Aí vai um vídeo com os gols da final.
A seleção de 1958 sem dúvida foi uma das maiores da história de todas, revelou Pelé e merece sempre ser lembrada por todos os amantes de futebol.
Em breve a história dos outros 4 títulos mundiais, aguardem.
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Rapaz, no seu excelente post não há uma palavrinha sobre Garrincha, que com seus dribles demolia o moral dos adversários, dava passes com precisão milimétrica e encantava a todos com sua simplicidade. “Torneio mixuruca esse, não tem segundo turno!” (Garrincha, ao saber que havia terminado o Mundial de 58).
Já que o site é só para homens (de verdade) e mulher só serve para levar a cerveja para o marido… não irei comentar kkkk
Mesmo assim vou acompanhar a história das seleções, afinal tem mulheres (de verdade) que gostam e entendem de futebol!
Oi Jurubeba.
Em nenhum momento dissemos que mulheres só servem para levar cerveja, de forma alguma.
Pelo contrário, somos completamente apaixonados por vocês. Sem nenhuma restrição ou preconceito. Na página “SOBRE” do site falamos que são nossa razão de existir.
Adoro quando uma mulher comenta aqui… Ou em qualquer lugar. Deixa qualquer ambiente mais agradável.
Obrigado, querida.
Hector, excelente acréscimo em nosso artigo. Obrigado.
é um ótimo poster, eu sempre gosto de ler o que você encreve, em meu blog tambèm tem ums artigos e umas notícias muito boa. BJs.http://sensuaisegatas.blogspot.com